Nas últimas semanas, a América Latina tem vivido um dos momentos geopolíticos mais importantes dos últimos anos: a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. Esse acontecimento, considerado a ação militar mais direta dos EUA na região em décadas, ganhou repercussão global e reacendeu debates sobre soberania, política externa e influências internacionais no continente.
Na ação, forças norte-americanas invadiram território venezuelano e prenderam Maduro, que agora enfrenta acusações nos Estados Unidos relacionadas a narcotráfico e terrorismo. O resultado imediato foi o fim do governo de facto de Maduro e a ascensão temporária da vice-presidenta Delcy Rodríguez ao comando político do país. Em seu primeiro discurso oficial, Rodríguez anunciou a intenção de abrir o setor petrolífero venezuelano ao investimento estrangeiro e buscar relações mais estreitas com Washington, em uma guinada política inédita na história recente do país.
A repercussão internacional foi imediata: milhares de cubanos realizaram protestos em Havana contra o que classificam como “agressão imperialista”, enquanto governos de outras nações expressaram preocupação com a estabilidade regional e a soberania nacional na América Latina. Além disso, a morte de 32 oficiais cubanos durante o ataque gerou homenagens públicas e intensificou a crise diplomática entre Cuba e os Estados Unidos.











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